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Maturidade em TPRM: cinco lições da pesquisa global de 2026

Transformação digital, cadeias longas, novas regras e ciberameaças elevaram o nível exigido de qualquer programa de terceiros. A pesquisa global de TPRM 2026 da KPMG, com 851 profissionais, resume o momento em cinco frentes — compliance e risco cibernético, integração com o ERM, escalabilidade, IA e qualidade dos dados — e mostra onde estão as maiores oportunidades de amadurecer. Abaixo, as lições e um roteiro prático para sair da postura reativa.

Equipe VenRisk3 min de leituraPublicado em

Por que amadurecer o programa de terceiros virou prioridade

Transformação digital acelerada, cadeias de suprimento cada vez mais longas, novas exigências regulatórias e ameaças cibernéticas em evolução mudaram o patamar da gestão de riscos de terceiros. Nesse cenário, um programa de TPRM (Third-Party Risk Management) deixou de ser um controle de conformidade pontual e passou a ser condição para operar com segurança — e uma frente que a alta liderança acompanha de perto.

O que diz a pesquisa global de TPRM 2026

A leitura mais recente desse movimento vem da pesquisa global de gestão de riscos de terceiros 2026 da KPMG, que ouviu 851 profissionais de diferentes setores e regiões. O estudo organiza os desafios do momento em cinco frentes e, em todas elas, aponta mais espaço para evoluir do que maturidade já consolidada.

Compliance regulatório e risco cibernético

Conformidade regulatória e risco cibernético concentram a atenção das lideranças. A leitura prática é que os programas precisam desenvolver a capacidade de antecipar a próxima onda de risco, não apenas responder à que já está posta.

Integração com o risco corporativo (ERM)

Segundo a pesquisa, só 53% dos programas se dizem "em boa parte integrados" ao gerenciamento de riscos corporativos (ERM) e apenas 18% "totalmente integrados". Sem essa integração, o risco de terceiros vira um relatório isolado, em vez de alimentar a visão de risco de toda a empresa.

Escalabilidade e serviços gerenciados

Modelos operacionais escaláveis são uma tendência emergente: muitas organizações passam a terceirizar tarefas repetitivas e de alto volume, abrindo caminho para serviços gerenciados de ponta a ponta — sem abrir mão da governança e da estratégia.

Uso de inteligência artificial

Mais da metade das organizações já explora IA no programa de terceiros, mas só 22% a consideram "muito eficaz". O potencial existe; o desafio é transformar o investimento em tecnologia em valor tangível.

Qualidade dos dados

Apenas 15% dos líderes demonstram alta confiança nos dados que sustentam o programa. Como dado ruim compromete tudo o que vem depois — inclusive a IA —, essa talvez seja a alavanca mais decisiva do conjunto.

Um roteiro para sair do reativo

As cinco frentes convergem para um conjunto de ações que tiram o programa da lógica reativa e orientada só a compliance:

  1. Troque a triagem ampla e uniforme por um modelo baseado em risco, concentrando esforço nos poucos fornecedores que representam ameaça genuína — a lógica da matriz de risco de fornecedores.
  2. Integre TPRM e ERM para sustentar decisões estratégicas, e não apenas relatórios de conformidade.
  3. Invista em governança de dados, o que inclui tratar bem as obrigações de LGPD na relação com fornecedores.
  4. Incorpore automação ao longo de todo o ciclo de vida do terceiro, da due diligence de fornecedores ao monitoramento.
  5. Enxergue além do fornecedor direto: desenvolva visibilidade sobre a enésima parte (nth party) escondida na cadeia de suprimentos.
  6. Use serviços gerenciados para escalar atividades de alto volume, mantendo o controle firme sobre governança e apetite ao risco.

Em conjunto, essas ações movem o programa de terceiros de custo de compliance para gerador de valor — com risco explicável, rastreável e pronto para auditoria.

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Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre o tema

O que é a pesquisa global de TPRM 2026 da KPMG?

Um estudo da KPMG que ouviu 851 profissionais de vários setores e regiões sobre práticas, tendências e desafios em gestão de riscos de terceiros, organizando o cenário em cinco temas-chave.

Quais são as cinco frentes apontadas pela pesquisa?

Compliance regulatório e risco cibernético, integração com o ERM, escalabilidade e serviços gerenciados, uso de inteligência artificial e qualidade dos dados.

O que significa integrar TPRM e ERM?

É conectar a gestão de riscos de terceiros à gestão de riscos corporativos, para que o risco de fornecedores alimente a visão de risco de toda a empresa em vez de virar um relatório isolado. Na pesquisa, só 18% se dizem totalmente integrados.

O que é risco de enésima parte (nth party)?

É o risco que vem não do seu fornecedor direto, mas dos fornecedores dele e adiante na cadeia — o que exige visibilidade para além do primeiro nível.

Por que a qualidade dos dados limita o uso de IA em TPRM?

Porque IA e automação só produzem bons resultados sobre dados confiáveis. Com apenas 15% dos líderes muito confiantes em seus dados, a governança de dados vira pré-requisito para qualquer ganho de tecnologia.